ECONOMIA: Turismo de Alagoas perde R$1,5 bilhões devido a pandemia do covid19

Crise causada pelo vírus causa preocupação no setor

O mundo parou devido a proliferação do novo coronavírus. O isolamento social vem deixando vestígios e provocando uma crise econômica em diversos setores, estima-se que o mais prejudicado será o turismo. Fronteiras foram fechadas, aeroportos suspenderam voos e hotéis fechando as portas provisóriamente. Como, por exemplo, o Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, que precisou fechar as portas pela primeira vez depois de 97 anos de existência. Em Alagoas, um dos destinos mais procurados do país a situação não tem sido diferente.

Informações divulgadas pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Alagoas (ABIH-AL) estima uma perda equivalente a R$ 1,5 bilhões para o categoria. Já a projeção do prejuízo para o turismo em todo Brasil, é da ordem de R$14 bilhões. Os dados também apontam que o setor pode chegar a redução de 295 mil empregos formais durante os próximos três meses . Uma tentativa de amenizar os danos causados pela crise foi a MP 948, cujo principal objetivo é incentivar as pessoas a remarcarem suas viagens e participações em eventos e não cancelarem, solicitando reembolso e causando uma crise ainda maior.

“Houve um diálogo muito saudável e consciente entre os empresários, para que as atividades da rede de hotelaria do nosso estado fossem suspensas para evitar a proliferação do covid 19 na região”, comenta o ex superintendente do Ministério do Trabalho em Alagoas, Israel Lessa. Ele considera que a iniciativa foi de extrema importância para conter o vírus em Maceió, já que muitos turistas não desembarcaram na capital após a decisão dos hotéis de fecharem as portas proivisóriamente.
A hotelaria da nossa região gera cerca de 7,500 mil empregos diretos e foi anunciado férias coletivas para os colaboradores, diante da suspensão de atividades no início de abril em Alagoas. “O principal assunto entre os hoteleiros é a situação que vai ficar após o término do plano emergencial criado pelo governo, pois será um verdadeiro recomeço no setor”, pontua Lessa.

O movimento há cerca de 45 dias caiu significativamente e nos próximos 90 dias ainda deve se manter em baixa, até que comece a retomada de um fluxo um pouco maior de visitantes em nosso estado. “Foram mantidos apenas alguns funcionários, como, por exemplo, jardineiro, piscineiro, serviço gerais e algumas pessoas da administração para que possam cuidar do hotel durante essa pausa. Os demais receberam férias coletivas, com término previsto para o dia 7 de maio”, revela um funcionário de uma rede de hotel. Ele confirma que caso a crise se estenda, impossibilitando o retorno das atividades, o hotel informou que vai solicitar o auxílio do governo para manter o pagamento da folha, através da MP que possibilita a suspensão de contratos.

“A esperança é pensar que o último trimestre deste ano possa servir como alento aos empresários do ramo, torcendo para que o fluxo cresça significativamente e repare os danos causados por esse período de portas fechadas”, conclui Lessa. Para ele, uma das alternativas de fazer com que os turistas retomem suas programações na alta temporada é incentivar o setor a planejar promoções, que possam facilitar para o viajante.

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