COVID-19 – Representante dos comerciários considera decreto estadual seletivo

Aliança Comercial pede reabertura do comércio em razão de prejuízos financeiros

Foto de João Arthur

Com o decreto do governador Renan Filho (MDB) que proíbe o funcionamento do comércio em todo estado em razão da pandemia da Covid-19, a Aliança Comercial alerta para alto número de demissões que deve acontecer por conta da crise econômica gerada e aponta que aglomerações estão sendo registradas em diversos locais.

Medidas preventivas foram tomadas e vários setores tiveram que paralisar suas atividades. Apesar das restrições, que visa evitar a disseminação do vírus em ambientes com grande número de pessoas, alguns serviços funcionam normalmente, como transporte público, agências bancárias e lotéricas, que inevitavelmente são espaços onde circulam muita gente.

Diante da situação, o presidente da Aliança Comercial de Maceió, Guido Junior, afirma que o decreto não tem funcionado em sua totalidade e propõe que o comércio seja reaberto em razão das perdas financeiras causadas pela restrição de funcionamento das lojas.

“O que a gente vê é que em vários lugares está acontecendo uma aglomeração de pessoas e o governo não olha para isto. Com essa restrição ao comércio, vai acontecer a demissão de mais de 2 mil pessoas, caso as atividades não voltem até o fim deste mês. Já está acontecendo a suspensão dos contratos de pessoas em período de experiência”, disse Guido.

A categoria de comerciantes, em reuniões quase que diárias, propõe que o comércio volte a funcionar com limite de funcionários, limite de atendimentos, funcionamento das lojas em turnos, filas com, no mínimo, 1,5 m de distância entre os clientes e redução dos horários de funcionamento do comércio.

Segundo Guido, esta proposta já foi levada ao governador, porém não houve nenhum retorno com relação a isto. A categoria segue em constantes reuniões buscando a reabertura do comércio para evitar um colapso econômico ainda maior no estado.

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