QUEM VAI ARCAR COM O PREJUÍZO? – Transportadores intermunicipais pedem ajuda ao Governo de AL

Trabalhadores estão parados há 10 dias e situação financeira preocupa

Foto: Cortesia

Diante do decreto emergencial anunciado pelo governo de Alagoas para a contenção e prevenção ao novo coronavírus (Covid-19), muitos serviços foram suspensos. Os trabalhadores do setor de transporte complementar intermunicipal estão preocupados com a situação econômica, pois já são 10 dias parados e ficarão ainda mais, devido à prorrogação.

Na manhã desta segunda-feira, 30, os profissionais foram até o Palácio dos Palmares, protocolar um documento no qual pedem ajuda financeira ao governador Renan Filho e tentam liberação para que 50% de sua frota voltem a funcionar, entre outras solicitações.

O representante do Sindicato dos Transportadores Complementares, Renan Melo, explicou que o transporte rodoviário é o único meio de sobrevivência de vários deles. Oficialmente, são 1.300 trabalhadores, porém, a conta aumenta quando se considera os motoristas substitutos e folguistas.

“Como somos trabalhadores autônomos, muitos de nós vive do transporte. A consequência de tanto tempo parado a gente nem sabe dizer, a gente não sabe como vai sair dessa. O decreto foi prorrogado por mais oito dias, por isso, a gente pede o retorno das atividades. Mesmo voltando, se a gente for rodar do jeito que está, não cobre as despesas”, explica Renan.

O sindicalista afirma que a categoria concorda com as ações do governo para conter a pandemia, mas que é preciso olhar também para a situação econômica dos trabalhadores, pois precisam, ao menos, alimentar suas famílias.

As contribuições pedidas pelos transportadores durante o período de Pandemia incluem:

  • Isenção de forma absoluta do valor mensal pago a título de Taxa de Fiscalização à Arsal pelo prazo de 90 dias ou enquanto durar a crise;
  • Isenção do ICMS do combustível;
  • Ajuda financeira na ordem de quatro salários mínimos mensais pelo prazo de 90 dias ou enquanto durar a crise para atender as despesas mínimas dos permissionários;
  • Concessão de subsídios financeiros;
  • Autorização para o retorno de 50% das linhas de serviços de transporte rodoviário intermunicipal, com embarques e desembarques ocorrendo apenas nas rodoviárias, após fiscalização da vigilância sanitária.

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