“EU ME ARREPENDI DO MEU VOTO” – Deputada Janaina Paschoal pede afastamento de Bolsonaro

Deputada estadual afirma que participação de presidente em ato político neste domingo (15) é “crime contra a saúde pública”

Foto: TV Alesp / Reprodução

Em discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo, a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) pediu o afastamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) após ele ter participado das manifestações realizadas neste domingo (15). A atitude do chefe do Executivo vai de encontro à orientação do ministério da Saúde de evitar aglomerações de pessoas em razão da pandemia de coronavírus (Covid-19). A deputada declarou também ter se arrependido do seu voto.

“Quando as autoridades têm o poder/dever de tomar providências para evitar um resultado danoso e assim não procedem, elas respondem por esse resultado. Isso é homicídio doloso. Vai ser atribuído ao governador do Estado de São Paulo, vai ser atribuído ao presidente da República. Principalmente ao presidente da República, porque o que ele fez ontem é inadmissível, é injustificável, é indefensável, crime contra a saúde pública. Desrespeitou a ordem do seu ministro da Saúde”, reiterou Janaina Paschoal.

Logo em seguida, pediu para o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), assumir a chefia do Executivo Federal no lugar de Bolsonaro: “Esse senhor tem que sair da Presidência da República. Deixa o Mourão, que entende de defesa”.

A deputada estadual proferiu, indignada: “Como um homem que está possivelmente infectado vai para o meio da multidão. Como um homem que faz uma live na quinta e diz para não ter protestos vai participar desses mesmos protestos e manda as deputadas que são paus mandados dele chamar o povo para a rua? Eu me arrependi do meu voto! Que país é esse? Como esse homem vai lá, potencialmente contaminando as pessoas, pegando nas mãos e beijando? Ele está brincando? Ele acha que ele pode tudo?”.

Janaína ainda reforçou a solicitação para o afastamento do presidente. “As autoridades têm que se unir e pedir para ele se afastar. Nós não temos tempo para um processo de impeachment. Estamos sendo invadidos por um inimigo invisível [coronavírus] e precisamos de pessoas capazes e competentes para conduzir a nação. Quero crer que o Mourão possa fazer esse trabalho por nós”, finalizou.

Fechar