Moro está deixando o cargo do governo Bolsonaro, diz Josias de Souza

Na manhã dessa sexta-feira (24), o jornalista Josias de Souza, do UOL, disse que o Ministro Sérgio Moro está deixando o cargo do governo Bolsonaro. Souza disse que o Ministro está sendo fritado em fogo alto, depois de uma possível união entre o presidente Bolsonaro, seus filhos e até um secretário de Segurança Pública do governo petista da Bahia.

“O ex-juiz da Lava Jato nunca esteve tão próximo da porta de saída do governo”, disse Josias depois de analisar um encontro com secretários estaduais de segurança pública sem a presença do Ministro.

O encontro em questão é o Conselho Nacional de Secretários de Segurança que contou com a presença de Jair Bolsonaro. No encontro, o secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Torres que é amigos dos filhos do presidente e desafeto de Moro, tentou articular uma nova abordagem do Ministério da Segurança Pública e, consequentemente a separação do guarda-chuva do Ministério da Justiça. O jornalista disse ainda que a vontade de Bolsonaro consumir Moro pelo atrito é intenso. Ele deu de ombros para o fato de que o Consesp é governado por Maurício Teles Barbosa, um petista. “Trata-se de outro delegado federal, comanda a Secretaria de Segurança Pública do governo petista da Bahia”, Ressaltou Souza.

O Colunista do UOL acredita que Bolsonaro se reaproximou dos petistas para tirar Sérgio Moro do governo. “Até bem pouco Bolsonaro tratava aliados de Lula na base do pontapé, acrescentou o jornalista. Já o Blog de Esmael disse que o objetivo de Bolsonaro não é tirar Moro, mas sim desidrata-lo politicamente. Sendo assim, retirar a imagem de grande ministro arrancando-lhe a Segurança Pública e, indispensavelmente a Polícia Federal e outros aparelhos de repressão.

Um dos nomes mais cotados para assumir o Ministério da Segurança pública é o exdeputado Alberto Fraga do DEM, conhecido integrante da bancada da bala no Congresso Nacional – defensor das armas de fogo – e derrotado na disputa pelo governo no Distrito Federal. Bolsonaro e Moro estão numa batalha imunda nos bastidores pela Presidência da República em 2022. Logo, Bolsonaro e Moro sempre tiveram intenções – o próprio interesse.

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