Promotor insiste: Celso Deoclécio não deve trabalhar com crianças

Conselheiro tutelar é acusado de usar menor de idade para praticar assalto

O Ministério Público Estadual (MPE) entrou com recurso contra a comissão eleitoral do Conselho Tutelar que negou impugnar o mandato do conselheiro eleito Celso Deoclécio dos Santos, no pleito do dia 6 de outubro deste ano. Celso Deoclécio dos Santos, eleito ao Conselho Tutelar da Região IV, já foi preso em flagrante em 2014 por roubo majorado. E o mais agravante: acusado de usar um menor de idade para participar do esquema criminoso.

Mesmo após o promotor de Justiça Ubirajara Ramos tendo explicado os motivos à comissão eleitoral, membros da banca optaram por manter o criminoso para cuidar do futuro de crianças e adolescentes. Segundo denúncia de Ramos, o eleito não tem idoneidade moral para o cargo.

“Como alguém que praticou assalto à mão armada na companhia de um adolescente pode ser considerado de reputação ilibada? Como essa pessoa pode lidar diariamente com crianças e adolescentes em situação de vulnerabildiade?”, questionou o promotor.

Disse ainda que é claro e evidente que Celso Deoclécio dos Santos não preenche o requisito legal para assumir o cargo de conselheiro tutelar, não podendo, em hipótese alguma, assumir o cargo.

“Destacamos, ainda que o comissão eleitoral já tem precedente de afastamento de conselheiro acusado de crime sem sentença penal condenatória transitada em julgado. Trata-se do senhor Luiz Carlos dos Santos Silva, acusado de abuso sexual, que ainda responde a processo penal. Assim, não há razão para aplicar ‘dois pesos e duas medidas’ nos casos semelhantes. Não há justificativa para decisões contraditórias”, destacou.

O promotor pediu ainda que o comissão eleitoral reveja a decisão a fim de evitar que Celso Deoclécio dos Santos tome posse como conselheiro. O A Notícia conseguiu o depoimento do adolescente, usado pelo acusado de praticar o assalto, às autoridades. E o jovem foi claro: Celso estava com a arma de fogo durante assalto no estabelecimento Cervejaoke, em Rio Largo. O crime aconteceu em 2014. “Celso que anunciou o assalto e começou a recolher os pertences dos clientes”, disse.

Celso e José Esdras, outro participante no assalto, também teriam forçado Luiz Carlos, outro envolvido no processo, de assumir o roubo.

Agora, eleito, o criminoso Celso Deoclécio irá cuidar de crianças e jovens da região IV compreende os bairros de Bom Parto, Mutange, Bebedouro, Chã de Bebedouro, Chã da Jaqueira, Santa Amélia, Petrópolis, Fernão Velho e Rio Novo. Hoje em liberdade provisória,

Deoclécio responde o processo em liberdade tendo que se apresentar a cada três meses na justiça pela ação criminosa. Ele fazia parte de um trio de bandidos formado por dois jovens – ele era um deles na época -, e um adolescente. Eles foram presos no dia 23 de julho daquele ano portando 13 celulares roubados e seis munições de calibre 38.

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