Empresa denuncia material de qualidade duvidosa para estouro de fogos

A qualidade do material da empresa Piroex Eireli, que realizará o estouro de fogos para a virada do ano em Maceió, está sendo colocada em xeque por uma concorrente. A Casa Buscapé Fogos, de Curitiba, que participou do processo licitatório organizado pela prefeitura da capital, apontou diversas irregularidades nos fogos apresentados pela Piroex Eireli. A empresa acionou diretamente a pregoeira Sandra Raquel dos Santos Serafim, da Agência Municipal de Regulação de Serviços Delegados (Arser).

No dia 4 de novembro, reuniram-se representantes das empresas  e autoridades de fiscalização para acompanhar a deflagração das amostras dos fogos de artifício. No dia 8 de novembro, a Secretaria Muncipal de Esporte, Turismo e Lazer, proferiu o relatório da deflagração aprovando a deflagração. No final da licitação, a vencedora acabou sendo a Piroex Eireli. Porém, a denunciante destacou diversos motivos suficientes para desclassificação da empresa.

“O modelo e o fabricante demonstrado é diferente do constante na proposta, além disso, na especificação pede que os tubos sejam em leque e o demonstrado, os tubos são retos; o modelo demonstrado é diferente do constante na proposta, além disso, na especificação pede tubos de 1,5 polegadas e no demonstrado os tubos só possuem 1,2 polegadas; o modelo demonstrado é diferente do constante na proposta; e o produto demonstrado teve falha na qualidade do produto, a bomba explodiu no próprio tubo onde causou inclusive um princípio de incêndio”.

E pontuou: “Além de tudo isso, a empresa recorrida não utilizou os equipamentos exigidos na licitação, utilizou um equipamento de qualidade inferior, que por sua vez apresentou falhas e não deflagrou um dos produtos no momento certo e teve onde precisou de ajustes para que ocorresse a deflagração. Diante de tantas falhas, não entendemos como a Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel) proferiu relatório favorável a empresa recorrida”.

“É importante ressaltar que a digníssima pregoeira equivocou-se ao classificar e consequentemente declarar vencedora a empresa Piroex Eireli. Em que pese o respeito à decisão, utilizando-nos do presente recurso para expressar inconformismo, nos termos e fundamentos expressos”. Sendo assim, a Casa Buscapé Fogos pediu a impugnação do certame.

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