Doleiro preso pela Lava Jato está presente em escândalos desde a era Collor

O doleiro uruguaio Najun Azario Flato Turner, 70 anos, preso na terça-feira (19) na Operação Patrón, da Lava Jato do Rio, a mesma na qual foi emitida ordem de prisão contra o ex-presidente e senador vitalício paraguaio Horácio Cartes, é conhecido pelo envolvimento em grandes escândalos brasileiros desde o início dos anos 90.

Turner nasceu em Montevidéu e, aos 18 anos, o doleiro prestou serviço militar em Israel, onde foi paraquedista e integrou o Mossad. Nos anos 70, mudou para o Brasil, construindo sua carreira na Bolsa de Valores.

O nome de Turner foi citado em 1992 na Operação Uruguai e também no escândalo dos precatórios, no fim dos anos 90, e na Operação Anaconda e no Mensalão, nos anos 2000. Condenado por sonegação em 2010, ele era procurado desde 2018, mesmo ano em que seu nome apareceu na Lava Jato.

O caso conhecido como Operação Uruguai aconteceu em junho de 1992, durante a CPI que culminou no impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Foi uma tentativa fracassada do secretário particular do ex-presidente Fernando Collor de Mello, Claudio Vieira, de providenciar um álibi para os gastos do ex-presidente.

Segundo a versão de Vieira, o dinheiro de Collor não vinha de seu ex-tesoureiro, Paulo César Farias, o PC, mas de um empréstimo, convertido em ouro comprado de Turner no Uruguai. (UOL)

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